O objeto direto é uma função desempenhada por substantivo, pronome, numeral, palavra substantivada ou oração subordinada substantiva objetiva direta: ![]() ![]() ![]() ![]() |
Complemento com preposição exigida pelo verbo (VTI ou VTDI), o objeto indireto não se transforma em sujeito paciente na passagem para a voz passiva, com exceção do verbo obedecer e desobedecer: O objeto indireto pode ser representado por substantivo, pronome, numeral, palavra substantivada ou oração subordinada substantiva objetiva indireta: ![]()
Aos proprietários, nada lhes devo.
6. Vocativo
Isolado do restante da oração por meio de vírgulas, travessões ou parênteses, o vocativo (Voc) é, a rigor, um termo sintaticamente independente: não participa do sujeito nem do predicado. Pertence à mesma família de vocação (chamamento interior, voz da alma, do coração, ato de interpelar), e de palavras como invocar, convocar, evocar e avocar.
Proveniente de vocare (“chamar”, “invocar”, em latim), o vocativo estabelece um diálogo real ou imaginário entre quem enuncia a frase (emissor) e o seu interlocutor (receptor). Admite a interjeição ó (ou ô): “Meu canto de morte, guerreiros, ouvi.” (G. Dias) Ô cara, sai dessa! “O almoço está pronto, gordo inútil!”(Quino)
Cuidados para não confundir sujeito e vocativo. Observe:
Vera, faz toda a lição! “Vera” é vocativo e o sujeito do verbo “FAZ” (imperativo) é tu. |
7. Tipos de Predicado
7.1. Predicado nominal |
Constitui-se de verbo de ligação e tem como núcleo significativo um nome (substantivo ou adjetivo) ou pronome, numeral ou advérbio. Tal núcleo significativo, relacionado ao sujeito, é o predicativo do sujeito:

7.2. Predicado verbal |
Constitui-se de verbo significativo (transitivo ou intransitivo):

| 7.3. Predicado verbo-nominal |
Constitui-se de dois núcleos significativos: um verbo nocional (transitivo ou intransitivo) e um predicativo (do sujeito ou do objeto):

Tipologia do Predicado
PN = VL + PS
PV1 = VI
PV2 = VT + O
PVN1 = VI + PS
PVN2 = VT + O + PS
PVN3 = VT + O + PO
PN = VL + PS
PV1 = VI
PV2 = VT + O
PVN1 = VI + PS
PVN2 = VT + O + PS
PVN3 = VT + O + PO

8. Vozes Verbais
Dá-se o nome de voz verbal à forma que o verbo assume para denotar se a ação verbal é praticada e/ou sofrida pelo sujeito.
São três vozes verbais: ativa, passiva e reflexiva.
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I. Voz passiva analítica
A estrutura sintática mínima da voz passiva analítica (VPA) consiste em um sujeito passivo e um predicado com o auxiliar ser seguido do verbo principal no particípio: ![]() Repare que na transposição da VA para a VPA sempre aparecerá um verbo a mais (o verbo ser): |
A estrutura mínima da voz passiva sintética (VPS) é constituída de VTD ou VTDI acrescido de pronome apassivador se (PA):
Note que numa voz passiva analítica ou sintética não ocorre objeto direto: a ele corresponde o sujeito passivo, mas o verbo não deixa de ser VTD ou VTDI. Por isso, o verbo seguido de PA flexiona-se normalmente de acordo com o sujeito: ![]()
Na voz reflexiva (VR), o sujeito é o agente de uma ação cujos efeitos ele mesmo sofre (SAP): ![]()
Na voz reflexiva recíproca (VRR), ocorre ação mútua, recíproca, e os verbos no plural podem ser reforçados por expressões como mutuamente, reciprocamente, um ao outro, uns aos outros, entre si: ![]() |












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