quinta-feira, 25 de junho de 2020

Capítulo 05 - Concordância, Regência e Crase (2)

II. A maioria de, Grande parte de,
Grande número de etc.
O verbo concorda no singular ou no plural desde que tais expressões (ou equivalentes) sejam determinadas por adjunto adnominal no plural:
III. Um dos que, Uma das que
Com sujeito constituído de tais expressões com pronome relativo, pode-se ressaltar o conjunto flexionando-se o verbo no plural. Se se pretende destacar um dos elementos do conjunto, deixa-se o verbo no singular:
IV. Mais de, Menos de, Cerca de, Perto de
Com sujeito constituído dessas expressões, o verbo concorda com o numeral que se lhes pospõe:
Havendo reciprocidade ou repetição da expressão, o verbo concorda no plural:
V. Nome Próprio no Plural
Os substantivos próprios no plural que nomeiam localidades (cidades, estados, países etc.) e obras (romances, poemas etc.) obrigam o verbo a preferencialmente se flexionar no plural, desde que admitam artigo também no plural:
Contudo, se o nome próprio no plural não admite artigo ou é antecedido de artigo no singular, o verbo permanece no singular:
VI. Pronomes de Tratamento
Ainda que se refiram à segunda pessoa do discurso e sejam constituídos, em alguns casos, pela palavra Vossa(s), os pronomes de tratamento exigem o verbo na terceira pessoa (do singular ou do plural):


2.5. Sujeito Composto
I. Com Núcleos de Terceira Pessoa
Quando o sujeito composto se antepõe ao verbo, este concorda na terceira pessoa do plural:
Se posposto ao verbo, este concorda no plural ou com o núcleo mais próximo:
Admite-se indiferentemente a concordância no singular ou no plural se os núcleos forem sinônimos (ou quase sinônimos) ou se formarem uma gradação (crescente ou decrescente), ainda que o sujeito esteja anteposto ao verbo.
II. Com Núcleos de Pessoas Diferentes
Quando o sujeito composto se constitui de núcleos de pessoas diferentes, deve-se atentar na seguinte ordem de prevalência: a primeira pessoa predomina sobre as outras e a segunda prevalece sobre a terceira. Desse modo:
Gramáticas há que admitem a correção da concor-dância do verbo na terceira pessoa do plural, contanto que entre os núcleos não exista a primeira pessoa:
III. Com Núcleos Conectados por ou
A conexão de núcleos por ou pode servir a uma das três intenções: denotar inclusão, exclusão ou reti-ficação.
Havendo o propósito da retificação, o verbo con-corda com o núcleo mais próximo:
Caso ocorra a exclusão de um dos núcleos com referência ao processo verbal, ou se as palavras ou expressões forem sinônimas, o verbo permanecerá no singular.
Se há a intenção de denotar inclusão, adição, ou se as palavras ou expressões ligadas forem antônimas, o verbo flexionar-se-á no plural:


IV. Com Núcleos Conectados por com
Quando os núcleos se conectam por com, é mais freqüente a flexão do verbo no plural, funcionando como conjunção aditiva. Se o sujeito estiver posposto, admite-se também o verbo no singular, transformando a conjunção aditiva em um adjunto adverbial de companhia e o período composto em um período simples:
V. Com núcleos conectados por nem
Nessa situação, o verbo flexiona-se no plural, caso o sujeito esteja anteposto:
Se o sujeito estiver posposto é admissível o emprego do verbo no singular ou no plural:
VI. Núcleos Designam a Mesma Pessoa
O verbo permanece no singular se os núcleos do sujeito designam a mesma pessoa, coisa ou ser.
VII. Núcleos Retomados por Aposto Resumitivo
Quando os núcleos do sujeito composto são resumidos por pronome demonstrativo ou indefinido (tudo, nada, ninguém, isso, isto, aquilo) na função de aposto resumitivo, o verbo flexiona-se na terceira pessoa do singular. É o único caso no idioma em que o verbo deixa de concordar com o sujeito para concordar com o aposto.



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