Chamam-se simples os substantivos que têm um único radical em sua formação: pulso, peste, câncer, raiva, gripe, sarampo, sífilis, ciúmes, raiva, corpo, etc. Compostos são os substantivos que apresentam mais de um radical na sua estrutura mórfica: toxoplasmose, esquizofrenia, arteriosclerose, etc.
Quanto à extensão (ou abrangência), a tradição gramatical define o substantivo comum como o designativo de qualquer indivíduo pertencente a uma espécie de seres: menino, aluna, livro, mar, planeta, montanha, etc. São próprios os substantivos que nomeiam um indivíduo específico de uma espécie, principalmente pessoas, localidades, obras literárias, instituições financeiras, acidentes geográficos, planetas, programas de TV, filmes, novelas, remédios, empresas, animais domésticos e até simples informações: Alberto, Lorena, “D. Casmurro”, Cáspio, Netuno, Aconcágua, etc.

Quanto ao significado (ainda de acordo com a tradição), os substantivos podem ser concretos ou abstratos. São concretos os substantivos que “designam os seres e as coisas”, o que existe por si, seja no plano real, seja no domínio da imaginação: corpo, homem, professor, porta, Deus, fada, saci, mula-sem-cabeça, etc. Abstratos são os substantivos que nomeiam as emoções, os sentimentos, os estados, as ações, as qualidades, os eventos, ou seja, o que não existe por si mesmo: alegria, repulsa, escuridão, rancor, amor, ódio, estudo, abalo, queda, ascensão, etc.

Existem também os substantivos coletivos, que designam conjuntos de seres pertencentes a uma mesma espécie: multidão, batalhão, alcatéia, enxame, arquipélago, pinacoteca, elenco, turma, clientela, etc.
Na língua portuguesa, os substantivos podem pertencer ao gênero masculino ou feminino. Os substantivos masculinos são os que, em geral, admitem o artigo definido o(s) e normalmente designam pessoas e outros animais do sexo masculino (Artur, menino, cachorro, cavalo, gato, galo), funções desempenhadas por homens (diretor, imperador, padre), os meses, os pontos cardeais, alguns acidentes geográficos (janeiro, fevereiro, norte, oeste, o Nilo, o Pacífico, o Titicaca, o Minuano, os Andes), as estações do ano (com exceção de primavera, que é feminina), etc.
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Os substantivos femininos geralmente admitem o artigo definido a(s) e nomeiam seres humanos e outros animais do sexo feminino (Melissa, menina, cadela, égua, gata, galinha), funções exercidas por mulheres (diretora, imperatriz, freira), além de nomes em que estão subentendidas as palavras cidade e ilha (a promissora Taubaté, as Baleares) etc e dos dias da semana (com exceção de sábado e domingo, que são masculinos).
Você não pode confundir, porém, os conceitos de gênero e sexo. No caso de substantivos designativos dos seres humanos e de muitos outros animais, os termos masculino e feminino podem referir-se tanto à flexão gramatical de gênero, quanto à distinção fisiológica fundamentada no sexo. Gênero é classificação gramatical, enquanto sexo é questão biológica. É o que ocorre, por exemplo, com atriz (gênero e sexo femininos) ou embaixador (gênero e sexo masculinos). Entretanto, não procede o conceito de sexo para vocábulos como caderno (gênero masculino) ou caneta (gênero feminino). Ademais, mesmo em certos casos, gênero e sexo não são conceitos convergentes; é o que ocorre, por exemplo, com certos substantivos como: o cônjuge (substantivo do gênero masculino que designa pessoas de sexos diferentes: o marido e a esposa), a testemunha (substantivo de gênero feminino, designativo de ambos os sexos), a girafa (substantivo de gênero feminino, designativo de ambos os sexos) etc.
Grande parte dos substantivos apresenta duas formas diferentes para a indicação do gênero; são os substantivos biformes: bode/cabra, pai/mãe, aluno/aluna etc. Há também os que têm uma única forma para os dois gêneros; são chamados uniformes: o/a dentista, o jacaré, a criança etc.
a) Substantivos biformes cognatos (pato, pata; galo, galinha)
b) Substantivos biformes heterônimos (cavaleiro, amazona; cavalheiro, dama).
c) Substantivos uniformes comum-de-dois (o/a agente, dentista, colega, pianista).
d) Substantivos uniformes sobrecomuns (o algoz, o cônjuge, a vítima, a criança).
e) Substantivos uniformes epicenos (a águia macho, a águia fêmea).
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