quarta-feira, 24 de junho de 2020

Capítulo 01 - Acentuação Gráfica e Ortografia

Capítulo 01. Acentuação Gráfica e Ortografia
1. Noções de Fonologia

1.1. Letra

Letra é cada um dos caracteres gráficos de que se compõe o alfabeto utilizado para a representação escrita de fonemas. O alfabeto português constitui-se de 23 letras que, isoladas ou combinadas entre si, representam graficamente a maioria dos fonemas.

Letras de Imprensa



Além dessas letras do alfabeto oficial, empregam-se eventualmente as letras k (cá) w (dáblio) e y (ípsilon) em nomes estrangeiros e derivados (Weber, weberiano, byroniano, kepleriano etc.), em palavras estrangeiras não-aportuguesadas (marketing, show, hobby etc.), em abreviaturas e símbolos de uso internacional (kg, Yd, WC, km etc.).

1.2. Fonema

Fonema é cada unidade sonora que possibilita distinções de significado entre as palavras.

1.3. Alfabeto fonológico

Na língua portuguesa do Brasil, há 33 fonemas que se combinam quando articulamos as palavras. São 19 fonemas consonantais, 12 fonemas vocálicos e duas semivogais.

1.4. Fonemas consonantais
I. Bilabiais
II. Labiodentais

III.  Linguodentais

IV.  Alveolares

V. Palatais

VI. Velares



1.5. Fonemas vocálicos
 I. Anteriores


II. Centrais


III. Posteriores



1.6. Semivogais



1.7. Sílaba e tonicidade
Sílaba é o conjunto de um ou mais de um fonema pronunciado numa só expiração. A sílaba apóia-se numa e somente numa vogal. Quanto ao número de sílabas, os vocábulos classificam-se como:

a) monossílabos: já, mês, nó, ti, tu etc.
b) dissílabos: cajá, tomei, saí etc.
c) trissílabos: aplaudiu, Paraguai etc.
d) polissílabos: lambuzado, bipolaridade etc.

Quanto à posição da sílaba tônica, classificam-se como:

a) oxítonos: condor, recém, sutil, ruim etc.
b) paroxítonos: tão, têxtil, tríplex, tulipa.
c) proparoxítonos: ápode, ávido, ômega, trânsfuga etc.


Os monossílabos podem ser átonos (me, te, se, lhe etc.) ou tônicos (mim, ti, si etc.).


1.8. Encontros vocálicos e consonantais
I. Ditongo
Encontro de semivogal e vogal (ditongo crescente) e de vogal e semivogal (ditongo decrescente).

a) Crescenteságua/agwa/, goela/gwla/, lingüeta/
lgweta/ etc.
b) Decrescentesvai/vaj/, mau/maw/, muito/mjtu/, herói/erj/ etc.
c) Oraisquase / kwazi /, meu/mew/, pastéis/pastjs/, sei/sej/, céu/sw/ etc.
d) Nasaistambém/tãbj/, mãe/mãj/, muito/mjtu/, põe/põj/, vejam/vejãw/ etc.

II. Tritongo
Encontro de semivogal-vogal-semivogal.

a) OraisParaguai/paragwaj/, averigüei/averigwej/, delinqüiu/del kwiw/ etc.
b) Nasaisenxáguamagwãw/, delinqüem/delkwj/, saguões/sagwõjs/.

III. Hiato
Duas vogais contíguas em sílabas diferentes: hi-a-to/iatu/, Ta-ís/tais/, sa-í-da/saida/ etc.
IV. Encontros consonantais
Junção imediata de duas consoantes: bloco, brinco, cloro, admissão, arteapto, ritmo, pneu, gnomo, digno, psicologia, mnemônico, ptialina etc.
V. Dígrafos
Duas letras que representam um só fonema.


2. Emprego dos Acentos

2.1. Sinais diacríticos
I. Acento agudo (‘): indica , em geral, o timbre aberto das vogais // e //.
Confronte: medo/médico, colmeia/colméia, apoio/apóio, doido/herói.

II. Acento circunflexo (^): indica, em geral, o timbre fechado das vogais /e/ e /o/.
Confronte: êxodo/ édito, ômega/Órcadas.

III. Acento grave (`): indica o fenômeno de fusão de dois ás, denominado crase.


IV.  Trema (..): indica que o u, quando semivogal em güe, güi, qüe e qüi, deve ser pronunciado como em agüentei, sagüi, cinenta, tranqüila.


V. Til (~): estilização da letra n, indica a nasalização das vogais /ã/ e /õ/ como em cãibra, ir, í, órfão, órpõe, dispõem etc.

VI. Cedilha (): estilização da letra s, confere à letra c, seguida de ao ou u, o valor do fonema /s/.
Compare: faca/faça.


VII. Apóstrofo (‘): indica que uma vogal átona foi suprimida como em copo d’água, galinha d’angola, barata d’água etc.

VIII.  Hífen (-): além de ligar vocábulos compostos por justaposição (arranha-céu, mula-sem-cabeça), une aos verbos pronomes enclíticos (fazê-lo) e mesoclíticos (fá-lo-ei), e indica a translineação das palavras (sua partição no final de uma linha e passagem das sílabas restantes para a linha seguinte).



2.2. Acentuação gráfica (regras gerais)
I.  Acentuam-se os monossílabos tônicos terminados em A(S), E(S), O(S)má, dás, fé, mês, nó, pós etc.
II. Acentuam-se os oxítonos terminados em A(S), E(S), O(S), EM(ENS)cajá, marajás, você, cafés, cipó, carijós, também, armazéns etc.
III. Acentuam-se os paroxítonos não terminados exatamente em A(S), E(S), O(S), EM(ENS), AMhífen, próton, revólver, história, série, colégio etc.
IV. Acentuam-se todos os vocábulos proparoxítonos, sem exceção: lâmpada, exército, déficit, Gramática etc.


2.3. Acentuação gráfica (casos especiais)
I.  Acentuam-se os ditongos abertos, orais e tônicos: éi, éu, óiidéia, chapéu, herói etc.
II. Encontros GUE, GUI, QUE, QUI.
Não se acentua o u dos dígrafos gu e quguerra, preguiça, querida, quilo etc.
Usa-se trema no u, quando ele é semivogal seguida de e ou iagüenta, lingüiça, conseqüente, tranqüilo etc.
Usa-se acento agudo no u, quando ele é vogal seguida de e ou iaverigúe, argúi, obliqúe etc.

III. Usa-se acento agudo no I e U, quando são a segunda vogal tônica de hiato, sozinhos na sílaba ou com s e não seguidos de nhsaída, egoísmo, baús, Itaú, Jacareí. Mas: Raul, Abigail, ruim, ruins, sair, juiz, rainha, xiita etc.




Caso o acento do nome do banco fosse retirado, ocorreria uma coincidência fonológica entre esse nome e o slogan que a ele se pospõe [Itaw: sew bãko na ra diitaw]


2.4. Acentos diferenciais de timbre e de tonicidade
A Lei 5765, que eliminou o acento circunflexo diferencial de timbre (à exceção de pôde), não aboliu os acentos gráficos de oposição átono/tônico. Desse modo, ainda há um saldo de acentos diferenciais, a maioria dos quais de inutilidade evidente em virtude do desuso ou do uso restrito de alguns homógrafos envolvidos nessa oposição átono/tônico.

Alguns casos:
Os casos assinalados com asterisco não são propriamente de acentos diferenciais; apenas figuram na listagem porque merecem cuidado especial.

2.5. Acentuação de algumas formas verbais

I) Os verbos CRER, DAR, LER e VER (bem como seus derivados descrer, reler, prever etc.) têm a letra e dobrada na terceira pessoa do plural do presente do indicativo (ou no subjuntivo, no caso de dar):


II) Diferentemente dos anteriores, os verbos VIR e TER não dobram a letra e no presente do indicativo. Como são homógrafas, as formas na terceira pessoa são acentuadas graficamente apenas no plural:


III) As formas de terceira pessoa do presente do indicativo dos verbos derivados de VIR e TER são oxítonas e, por isso, devem ser acentuadas graficamente tanto no singular (acento agudo) como no plural (acento circunflexo):

IV) Muitas vezes, ao juntarmos pronome oblíquo átono a uma forma verbal oxítona ou monossilábica tônica, ela assume algumas das terminações que obrigam a acentuação gráfica. Veja:





3. Ortografia
A ortografia é o domínio da Gramática que se ocupa da escrita correta dos vocábulos. O sistema ortográfico
vigente no Brasil fundamenta-se no Pequeno Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, (PVOLP), concebido pela Academia Brasileira de Letras em 1943, atualizado com a publicação do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) em 1981, da mesma instituição.
A representação gráfica dos vocábulos é constituída de um alfabeto e de um sistema de sinais diacríticos (ou notações léxicas).
3.1. Usa-se e, não i
I) Em verbos terminados em -oar, e -uar, no presente do subjuntivo:
abençoe, coe, destoe, doe, magoe, perdoe, soe (soar) etc.; atue, atenue, apazigúe, averigúe, continue, habitue, obliqúe, recue etc.
II) No prefixo latino ante (“anterioridade”) e derivados:
antebraço, antecâmara, anteontem, ante-histórico, antediluviano, antevéspera.
III) Nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo:
caem, saem, constroem, destroem etc.

IV) Nos vocábulos derivados de outros com é final e os ditongos éi, ei:
café, cafeeiro; Daomé, daomeano; pé, apear etc.; estréia, estrear; idéia, idear; passeio, passear; receio, receoso, recear; ceia, cear etc.
V) Nos verbos terminados em -ear:
grampeio, grampeamos; bloqueio, bloqueamos; passeio, passeamos; freio, freamos; ceio, ceamos; apeio-me, apeamo-nos; nomeio, nomeamos; penteio; penteamos etc.
VI) Em alguns verbos em -iar, que não seguem o modelo de confiar (mediar, ansiar, remediar, intermediar, incendiar e odiar):
medeio, medeias, medeia, mediamos, mediais, medeiam; anseio, remedeio, incendeio, odeio, intermedeio.
VII) Em todos os verbos da primeira conjugação no presente do modo subjuntivo (exceto estar):
estude, estudemos; viaje, viajemos; medeie, mediemos (mas: esteja, estejamos).

3.2. Usa-se i, não e
I) Nos verbos em -uir, -air, -oer, na terceira pessoa do singular do presente do indicativo, e em todos os verbos terminados em iar que seguem o modelo de comerciar, com exceção dos que formam o anagrama MARIO:
sai, cai; dói, mói,, rói; contribui, constitui, distribui, constrói, destrói, possui, restitui etc.
II) No prefixo grego anti (“contra”) e derivados:
Anticristo, antipatia, anticlerical, anti-herói, antimonarquista, anti-rábica, antiofídico etc.
III) Como vogal de ligação:
camoniano, machadiano, drummondiana, weberiano etc.

3.3. Usa-se o, não u

I) Em verbos em -oar:
abençôo, amaldiçôo, atraiçôo, vôo, destôo, sôo (soar);
magôo, magoas, magoa, magoamos, magoais, magoam.


II) Em palavras derivadas que mantêm o o da primitiva:
feijão, feijoada; tom, toada; som, soar, ressoar; boteco (botequim), mosquito (mosca), sortimento (sorte) etc.

3.4. Usa-se u, não o

I) Nas terminações -ua, -ula, -ulo:
água, íngua, cábula, cálculo, glóbulo, tentáculo etc.


II) Para aportuguesar palavras inglesas com w:
sanduíche, suéter, uísque, Uílson.


3.5. Usa-se g, não j
I) Nas terminações -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio:
adágio, ágio, estágio, egrégio, régio, remígio, relógio, refúgio etc.

II) Nas terminações -agem, -igem, -ugem,
-ege, -oge:
folhagem, viagem, vertigem, fuligem, ferrugem, frege, sege, paragoge etc.

III) Nas palavras de origem estrangeira, latina ou grega:
álgebra, algeroz, ginete, girafa, giz (árabes)
agiotagem, geléia, herege, sargento, sege (francesas)
ágio, adágio, doge, gelosia (italianas)
agir, falange, frigir, gesto, tigela (gregas e latinas)
3.6. Usa-se j, não g
I) Palavras de origem tupi, africana e árabe:
jê, jerivá, jibóia, jenipapo, Moji, pajé; caçanje; alfanje, alforje etc.


II) Nos subjuntivos dos verbos em -jar:
arranje, despeje, esbanje, suje, trajem, ultrajem, viajem.

3.7. Usa-se s, não c ou ç
I) Em derivados de verbos com ND (nd–ns):
ascender, ascensão, ascensorista; contender, contensão (mas conter, conteão; atender, atenção, render, rendição; fundir, fundição);
estender, extensão, extensor, extensivo; suspender, suspensão, suspenso; pender, pensão, pênsil; pretender, pretensão, pretensioso; expandir, expansão, expansionismo; ofender, ofensa, ofensivo, ofensor; defender, defesa; apreender, apreensão, apreensível; distender, distensão; compreender, compreensão, compreensivo; tender, tensão; repreender, repreensão; confundir, confusão; fundir, fusão; etc.


II) Nas correlações pel–puls, rg–rs, rt–rs:
compelir, compulsão, compulsório; expelir, expulsão; impelir, impulsão; repelir, repulsão, repulsa; aspergir, aspersão; divertir, diversão; emergir, emersão; imergir, imersão; submergir, submersão; inverter, inversão, inverso; verter, versão; converter, conversão, conversor; perverter, perversão, perverso; subverter, subversão etc.


III) Nas correlações corr–curs e sent–sens:
correr, curso, percurso, discurso, incurso, incursão, excursão, recurso, transcurso, concurso; sentir, senso, sensível, consenso, dissensão, sensação etc.

3.8. Usa-se ss, não c ou ç
I) Nas correlações ced-cess, gred-gress, prim-press e tir-ssão:
ceder, cessão; conceder, concessão, concessivo, concessionária; interceder, intercessão; exceder, excesso, excessivo; aceder, acesso, acessível; agredir, agressão; progredir, progresso, progressão; regredir, regressão; transgredir, transgressão; imprimir, impressão, impresso, impressionista, impressora; oprimir, opressão, opressor; reprimir, repressão, repressivo; deprimir, depressão, depressivo; admitir, admissão; permitir, permissão, permissivo; emitir, emissão, emissora; omitir, omissão; discutir, discussão; repercutir, repercussão; percutir, percussão.
II) Nas correlações rs–ss, x–ss, ps–ss:
persona, pessoa; adverso, avesso; travesso; revesso, travessa; laxo, lasso; gípseo, gesso.

XIII. Usa-se s, não z
I) Nos títulos nobiliárquicos, nos gentílicos (procedência) e nos femininos em geral:
baronesa, dogesa, duquesa, marquês, marquesa, princesa etc.; francesa, finesa, finlandesa, holandesa, inglesa, chinesa, japonesa, tailandesa, javanesa etc.

17


Capítulo 01. Acentuação Gráfica e Ortografia
II) Após ditongos:
besouro, causa, lousa, maisena, ousar, tesouro etc.


III) Nas correlações d–s, nd–ns–s, rs–s:
aludir, alusão; defender, defesa; iludir, ilusão; pender, pesar, pêsames etc; defender, defensor; despender, despensa, despesa; senso, siso, sisudo etc.; através, convés, invés, revés, revesar etc.


IV) Nas formas verbais de querer e pôr (e derivados):
quis, quisera, quisesse; pus, pôs, puser, pusesse; repuser, dispuser, compusesse etc.



Utilizando-se propositadamente de erros gráficos, o anúncio ressalta que é sempre bom ter um dicionário em casa.
IstoÉ

3.10. Usa-se z, não s

I) Nos substantivos abstratos derivados de adjetivos:
ácido, acidez; ávido, avidez; grávida, gravidez, gravidezes; grandeza, pequenez etc.


II) Nos sufixos -izar (e -ização) e nos numerais de 11 a 19, 200 e 300:
ameno, amenizar; abalizar, ajuizar, hospitalizar; civilizar, civilização; urbanização; onze, doze, treze, catorze, quinze, dezesseis, dezessete, dezoito, dezenove, duzentos, trezentos etc.

3.11. Usa-se c, ç, não s, ss ou sc
I) Em palavras de origem tupi, africana e árabe:
açafate, açafrão, açaí, açaimar, açúcar, açucena, araçá, araçóia, caçanje, caçula, cacimba, cetim, muçum, muçurana, paçoca, miçanga, muçulmano etc.


II) Nos sufixos -aça, -aço, -ação, -ecer, -iça,
-iço, -nça, -uça, -uço:

barcaça, panelaço, dentição, anoitecer, inteiriça, movediço, criança, dentuça etc.


III) Nas correlações t–c e ter–tenção:
adotar, adoção; alto, alçar; assunto, assunção; isento, isenção; erudito, erudição; junto, junção; conjunto, conjunção; projeto, projeção; intento, intenção; ereto, ereção; torto, torcer, torção (exceções: dissentir, dissensão; eletrocutar, eletrocussão; divertir, diversão etc.); abster, abstenção; ater, atenção, deter, detenção; conter, contenção etc.


IV) Após ditongos:
feição, foice, louça, atraiçoar, traição etc.

3.12. Usa-se sc, não c
O uso do sc ou c relaciona-se à etimologia. Basicamente sc encontra-se em termos eruditos, provenientes diretamente do latim literário (imprescindível, consciência, prescindir, rescisão, rescindir, insciente) e o c em formas populares e vernáculas (anticientífico, contracenar, encenação).

3.13. Usa-se ch, não x
I) Em vocábulos provenientes do latim: chave, cheirar, chumbo, chão, chuva etc.

II) Em vocábulos provenientes do francês, italiano e espanhol: brocha, broche, chalé, deboche, chatô, chefe, flecha; apetrecho, bombacha, cachucha, mochila; charlatão, chusma, salsicha etc.

III) Em vocábulos provenientes do inglês e alemão: chope, cheque, sanduíche; chucrute etc.

IV) Em vocábulos provenientes do árabe e russo: azeviche, alperche; babucha, bolchevique etc.

3.14. Usa-se x, não ch
I) Em vocábulos de origem árabe, tupi e africana:
almoxarife, oxalá, xadrez; abacaxi, muxoxo, xavante, xingar etc.


II) Para, no aportuguesamento, substituir o sh inglês e o j espanhol:
xampu, xelim, xou, Hiroxima, xangai, xerez, lagartixa, Truxilho etc.




Capítulo 01. Acentuação Gráfica e Ortografia

III) Após a inicial en-, desde que a palavra não seja derivada de outra com ch, como encher, encharcar e enchumaçar e seus derivados:
Vocabulário: enchumaçar = acolchoar, estofar
enxada, enxame, enxergar, enxerto, enxotar, enxugar etc.
(Mas: charco, encharcar; cheio, encher, enchente, enchimento, preencher; chumaço, enchumaçar etc.)


IV) Após a inicial me-, exceto mecha e derivados e mixaria:
mexer, mexerico, México, mexilhão, mexerica, mexinflório etc.


V) Após ditongos:
baixa, baixela, feixe, frouxo, gueixa, trouxa etc.


VI) Em palavras de origem indígena ou africana, como abacaxi, xavante, orixá e xará

VII) Em palavras inglesas aportuguesadas que têm o dígrafo sh em sua forma original, como xerife e xampu. Isso não ocorreu com palavras como show e shopping. Oficialmente, não existem formas como xópin e xou, a última tão conhecida do Xou da Xuxa.
Observação:
Ortoépia (ou Ortoepia)
ortoépia trata da “pronúncia correta” dos fonemas. Juntamente com a prosódia, que dispõe a respeito da “correta” acentuação tônica das sílabas, a ortoépia faz parte da ortofonia (do grego ortos, “reto, direito” + phoné, “som, voz”), que trata da “pronúncia correta” das palavras tendo em vista o padrão da língua considerado culto.

Na linguagem oral são freqüentes muitos desvios em relação ao padrão culto.




18


Nenhum comentário:

Postar um comentário